terça-feira, 22 de março de 2011

X

É, record, 10 posts e firme e forte, até mais

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Tiro Certeiro
A arma apontada, seu cano gélido assusta, apavora e contrai a têmpora quente e suada. Mas o que mais apavora é o seu medo de atirar, de como tudo parece ser tão fácil em manipular. Não me importo mais as munições que vai usar, tudo que eu peço é para parar de brincar, não quero tiros de cetim em lugares que só servem para machucar e sangrar. Que seja um tiro fatal, que esvazie minhas veias de sentimentos, que rasgue a pele da esperança de forma que seja impossível cicatrizar, costurar. Mas lembre-se, nada de palavras ou carinhos para tentar diminuir a dor, pois não há nada de bonito na arte de matar.

IX

Não, o blog não morreu, e como já virou costume, vou postar a cena de um filme que eu adoro e já assisti umas 10x sem exagero, haha


segunda-feira, 21 de março de 2011

VIII

Você engole o grito, choro, dor, raiva, etc... Nada mais justo que um pouco de felicidade como sobremesa, não?

quarta-feira, 16 de março de 2011

VII

'Somos o que fazemos, mas somos, principalmente, o que fazemos para mudar o que somos'






Frase velha, ultrapassada, mas, adoro ela, e usei como desculpa pra atualizar o blog. Até

segunda-feira, 14 de março de 2011

VI

Sim, o fogo de palha do começo do blog já se foi, então ressalvo em postar um trecho de outro filme (O Curioso Caso de Benjamin Button) que eu curto muito e que se analisado bem nos leva a pensar em todas as coisas que fazemos no dia-a-dia, e muito daquele 'e se...' 

'e se' (trocadilho) continuar desse jeito só vai ter cenas de filme por aqui :d
haha, fui.

sábado, 12 de março de 2011

V

Record. Quinto post do blog! e não estou afim de escrever muito, então lá vamos nós (ou eu)

          Retrato do Martírio



Retrato do Porta-retrato. O porta-retrato com o retrato. O que ele porta além do retrato? Uma historia? Um sorriso? Um afeto? Uma vida? Um passado? Talvez uma historia de uma vida de um sorriso de afeto do passado. Um momento imortalizado, talvez ultrapassado ou supervalorizado. E no final, não importa o que ele porta, portou ou portará, o que você se pergunta é: O que você aguenta suportar?





ate mais ver, fui-me.

quarta-feira, 9 de março de 2011

IV

Final de tarde, quase hora de ir para a faculdade, e ainda estou impressionado e comovido com o filme que assisti hoje, chama O Paciente Inglês, é de 1996, enfim, sei que adorei o filme a ponto de ficar extremamente comovido com o final, fiquei impressionado com a 'carta' escrita pela mulher no final do filme a ponto de coloca-la aqui.


"Quanto tempo dura um dia no escuro? Ou uma semana?
Nós morremos.Nós morremos ricos de amores e tribos,
Sabores que engolimos, corpos nos quais entramos
e nadamos como rios;
Medos que escondemos, como nessa caverna triste.
Somos os verdadeiros países. Não as fronteiras nos mapas, com nomes de homens poderosos.
Sei que virá e me levará para o palácio dos ventos.
É tudo o que eu queria:
Andar nesse lugar com você... Com amigos,
Uma terra sem mapas.

A lâmpada se apagou
E estou escrevendo
No escuro.
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E quem quiser dar uma olhada na cena e ver ela inteira, pois alguns pedaços (poucos) foram tirados por não fazerem sentido fora da cena, não precisa assistir ao vídeo todo, comece a ver em torno de 3:35 que esta bom, é isso ai, até mais


terça-feira, 8 de março de 2011

III

Começo de blog é assim mesmo, postamos toda hora, haha, então aqui vai:

            Atirando no Escuro



          Olhos fechados e a cabeça rodopiando, era assim que se sentia, mas como falei: Sentia. Assim como querer não está para poder, os olhos fechados não estavam realmente fechados e a cabeça não rodopiava, apenas sentia como tal. Tudo era escuro, não completamente, podia ver a si mesmo em todas as formas e cores que um dia de sol pode mostrar. Mas o resto, escuro, ausência de luz. Podia e tentava correr sem ao menos saber aonde se encontrava, para onde ia e até mesmo aonde pisava. Não sentia medo se caísse e se machucasse, nem aonde podia ir parar.
          As mãos tateavam a frente, a escuridão nebulante muitas vezes parecia passar do abstrato irreal e intocável, para o abstrato físico, o dedo formigava. O tato avisava, o cérebro pensava, viajava, ilusionava, sonhava e então o coração palpitava, acelerava... Aquela sensação de estar quase segurando algo, uma mão, talvez. Talvez fosse uma risada, um sorriso, que em toda sua sonoridade meiga contornava a mão, guiando, ora sim, ora não.
          O cheiro de medo e angustia estava presente, podia sentir isso em sua respiração que habitava algum ponto daquela escuridão. Ora mais forte de um lado, ora de outro, como se estivesse em constante movimento, fugindo, se escondendo. Em uma ultima tentativa, grita, ate os pulmões não aguentarem mais, ate que não aja mais ar para ser expelido. E fecha os olhos, por um instante mínimo você avista algo não sabendo se é paranóia de sua mente. Mas esta lá, como uma forma brilhante, envolta de luz, a barreira que tenta esconder toda sua dor, medo e angustia. E continua lá, em sua forma divinizada, com sua camada protetora. Ate desaparecer. E toda a escuridão passa a ter um propósito, um sentido, você entende. Sente as dores novamente e segue ao seu rastro, não sabe quanto tempo até alcançar e chegar lá. Simplesmente pelo fato de entender que o ausente toque da mão transmitia amor, assim como o sorriso borbulhava serenidade. A luz que então a envolvia, era a mais pura forma que os sentimentos podiam atingir. E a questão mais importante era: Quanto tempo estaria e estará disposto a seguir o rastro? Não sabendo, prosseguia. Sempre atirando na escuridão, em busca do limiar do amor.
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Enfim, vou sair, pais já estão bravos de tantas horas que fiquei na frente do computador hj.

segunda-feira, 7 de março de 2011

II

Para dar uma agitada no blog, decidi postar um texto muito antigo de minha autoria, é madrugada, me sinto feliz, e é assim que irei dormir :D

             Sublime Loucura

Minha cabeça palpitava, com a pressão do serviço, e ainda os problemas aparentemente insolúveis que pesavam mais que chumbo. Salto de minha cama com a intenção de arejar a cabeça e quem sabe a chance quase remota de uma solução.
        Dirigindo-me a varanda pude ver a lua que se refletia por toda a cidade molhada, sua cor era uma mistura entre prata e dourado. Eu tinha uma ampla vista do ultimo andar.
        Acendo um cigarro, devoro-o como um leão devoraria sua presa, como se fosse sua ultima refeição, em poucas, porem longas tragadas já restava apenas a “bituca”. Com um simples gesto nos dedos, arremesso o que sobrara do cigarro varanda a fora, que cai rodopiando ligeiramente, ate sumir de minha vista, e encontrar o solo molhado.
Saindo do ar fresco e úmido da varanda, e dirigindo-me para a sala. Ligo a TV e sento-me no sofá, não dando nem tempo de me aconchegar e me aparece a face daquele desgraçado na televisão. Fazendo-me esquentar mais ainda. Vou-me para a adega, procuro uma garrafa de vinho em especial. Voltando para a sala, sento-me no sofá novamente.
        “Nada de interessante passando”. Quando por pirraça o controle me para de funcionar, “Diabo, viu!”. Sem ânimo para me levantar, começo a beber a garrafa lentamente enquanto assisto ao programa de fofocas.
Então como mais um gesto de crueldade observo lentamente a imagem da minha ex-mulher e seu futuro marido. “Aí estão os silicones que você sempre quis, biscate”
Sem receio algum, esvazio rapidamente o vinho que iríamos dividir em nosso aniversario de vinte e cinco anos de casados.
        Agora eu me encontrava ainda mais abalado, espiritualmente e fisicamente. Em uma simples e compulsiva sensação mórbida vou-me a saída do meu apartamento. Olho para o elevador... Mas a escada que se erguia ao lado dele, e levava ate uma porta, os raios da lua passaram por seus vãos, parecendo uma imagem celestial me chamando a atenção, como se uma sereia cantasse uma atrativa serenata. E ali estava eu, hipnotizado pela morte.
        Não iria consegui subir as escadas no estado que me encontrava, mesmo sem ter bebido muito, cambaleava. Erro meu. Como se fosse uma armação do Diabo, lá estava o corrimão, que recentemente havia sido colocado. Cambaleando um pouco me seguro na “mão-do-diabo”, sempre escutando a melodia vinda de trás da porta junto com a claridade do luar. Abro a porta iluminada, na esperança de alguma visão do paraíso, campos verdes e um céu azul e claro, com pessoas rindo... E ali estava eu, no pico da montanha da perdição,o ponto mais alto do prédio. Quase que automático começo a caminhar, ate trombar ao pequeno muro que mal impedia uma criança de cair. Como se um amigo me incentivasse com tapinhas amigáveis em minha costa, a melodia, que talvez fosse minha loucura aumentando, me fez subir na mureta.
        Por incrível que pareça eu não suava frio, mesmo agora balançando em sentido ao vento, sempre ameaçado cair, se não fosse pelas mãos firmes do Diabo que seguravam ambos os meus pés; Eu era sua marionete, e ele se divertia com o meu estado. Começa chover novamente, gotas frias, o suficiente para me retomar ao estado sóbrio; mas era tarde demais, eu já havia feito minha escolha. A voz. A loucura. A melodia. Não podia haver nada mais sublime do que me sentir envolto a toda aquela claridade que a lua irradiava. No meio de tanta tristeza e insanidade, aquela camada transcendente que me iluminava era o ápice de tudo. Se fosse o meu ápice da loucura, então a melodia que eu escutava eram vozes da minha cabeça e o espectro luminoso que me envolvia era imaginação. Porém se era o ápice da minha sublimidade, os anjos melodiavam, e a lua que em toda sua divindade me representava agora me envolvia, acolhia e me protegia. Cogitei em até uma terceira hipótese, mas prefiro descartar de uma vez a obra do Diabo.
        Vento. Ventania. Uma velocidade assustadora. Solto minha ultima lágrimas, que contorna meu nariz, e passa sobre meu lábio ressecado, que gosto amargo ela tinha.
Olho para o céu pela ultima vez. As nuvens estavam refletindo o brilho da lua. E ali estava a lua, como um enorme olho que me encarava, acolhia. Por um instante pensei ter visto algo nela. Escolho pelo ápice sublime, me sentindo mais reconfortante com a minha escolha.
        Passo a frente. O vento intensifica mais sua voracidade, como se quisesse alcançar a minha queda para a morte. Cada centímetro que eu caia, uma página do livro de minha vida passava em minha mente. Dizer que minha vida inteira passou pela minha cabeça seria clichê demais de filme americano. O frio na barriga e o nó na garganta prevaleceram, e o único pensamento era sobre a dor.
        O chão molhado se aproximava agora, pude ate ver meu cigarro. Por instantes pensei que o maldito Diabo era o dono da situação, achei que o chão fosse se partir ao meio, e eu cairia em um profundo mar de enxofre, ate não me restar nem os ossos.
Mas não, o chão se aproximava, e a ultima coisa que pude ver, era o reflexo da lua sobre o chão molhado, ela que me envolvia com sua claridade toda. E os anjos... Sim, havia anjos no reflexo da lua sobre o chão molhado. Tocavam a sedutora melodia da minha transformação, pelo menos era assim que eu preferia pensar no final. Fim. Transformação. Libertação. Início. Nada de ossos quebrados e espatifados na calçada manchada de vermelho.
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Feliz dia das mulheres a todas, mas em especial as que fazem parte da minha vida, elas sabem quem são, e o quanto as amo, venero e admiro :]

I

Cedo ou tarde (não, isso não é música do Nx-Zero) as pessoas passam por algumas fases na vida, e assim como todo adolescente tem seu momento de rebeldia, todo viciado em internet tem seu blog, ou tenta ter, e confesso, durante anos a ideia de fazer um me surgia as vezes pela mente, uma hora ou outra ela iria acontecer, e eis ela aqui, e agora, eu dedico o meu blog a você mesmo, eu mesmo, nada mais para eu postar além do que eu sentir vontade, escrever o que sentir a vontade, expor o que eu sentir vontade, xingar quem eu sentir vontade e profanar os nomes divinos quando eu sentir vontade. Haha, e lógico, a boa e velha ironia quando for preciso. E para começo de tudo, deixo um vídeo que uma boa, velha e excelente amiga me mandou, e gostaria de compartilhar com nada mais nada menos que você (mentira, é nada mais do que para eu poder ver quando sentir vontade). Ate quando me sentir disposto a postar novamente. E Fim.


ps: vídeo parece meio auto-ajuda mas é muito bom, hehe :D